Escritório de Direitos Humanos da ONU confirma que ao menos mil iemenitas morreram em dois meses

ACNUDH pediu a todas as partes envolvidas no conflito para cumprirem rigorosamente as suas obrigações sob o direito internacional e fazer tudo ao seu alcance para proteger os civis.

Uma menina empurra duas crianças mais novas em um carrinho de mão com várias garrafas de água em Saná, capital do Iêmen. Foto: UNICEF / Mohamed Yasin

Uma menina empurra duas crianças mais novas em um carrinho de mão com várias garrafas de água em Saná, capital do Iêmen. Foto: UNICEF/Mohamed Yasin

Com o número de mortes de civis no conflito do Iêmen passando a marca de mil, o Escritório da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) pediu nesta sexta-feira (22) a todas as partes envolvidas, como as forças da coalizão, as forças armadas iemenitas, houtis e outros grupos armados não estatais, para cumprir rigorosamente as suas obrigações sob o direito internacional e fazer tudo ao seu alcance para proteger os civis.

De acordo com o ACNUDH, pelo menos 1.037 civis, incluindo 130 mulheres e 234 crianças, perderam suas vidas entre os dias 26 de março e 20 de maio no Iêmen, enquanto outro grupo de pelo menos 2.453 civis foram feridos. “A infraestrutura civil, particularmente nas cidades de Áden e Sada’ah, também estão sofrendo destruição massiva”, disse aos jornalistas a porta-voz do ACNUDH, Cécile Pouilly, em Genebra.

Pouilly declarou que embora a pausa humanitária de cinco dias, entre 12 e 17 de maio, tenha fornecido certo alívio, ainda há relatos de combates terrestres e bombardeios, e milhões de pessoas continuam precisando de assistência humanitária. Após a trégua, a violência recomeçou no Iêmen, incluindo ataques aéreos em Áden, Ibb, Sada’ah, Dhale e Saná. Segundo relatórios, Sada’ah e Saná foram mais afetadas por ataques aéreos, enquanto Taiz, Áden e Dhale enfrentaram ataques terrestres.