Protestos contra o projeto de mineração “Tia Maria” gera confrontos com a polícia e leva governo a ordenar intervenção das forças armadas em sete regiões do país.
O chefe do escritório regional para América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas condenou nesta terça-feira (26) a morte de várias pessoas ocorridas no contexto de confrontos entre a polícia e manifestantes que se opõem ao projeto de mineração “Tia Maria” no Peru.
Amerigo Incalcaterra expressou, em comunicado, suas condolências e solidariedade às famílias de agricultores Ramón Colque, Victorian Hyana e Henry Checlla, e do policial peruano Alberto Vazquez. Na ocasião, pediu ao governo para investigar prontamente, de forma independente e completa os fatos para identificar e levar à justiça os responsáveis por essas mortes.
No que diz respeito aos protestos sociais que ocorrem no Peru, o representante acrescentou que as autoridades devem garantir o respeito e a proteção dos direitos humanos, e prevenir e proibir qualquer uso excessivo da força. Ele pediu às autoridades nacionais para que, sob o estado de emergência de 60 dias declarado na província de Islay, o uso da força seja proporcional e limitado.
O governo peruano ordenou nesta terça-feira (26) a intervenção das forças armadas em apoio à polícia em sete regiões, a iminência de dois dias de protestos e greves, a maioria no sul, chamado em solidariedade à greve no vale de Tambo contra o projeto de mineração Tia Maria. Os protestos começaram em 23 de março e deixou muitos feridos. Os manifestantes dizem que o projeto ameaça a agricultura do país.