Esforço mundial para reduzir o HIV/AIDS está produzindo resultados

Os esforços mundiais para conter e mesmo inverter a propagação do HIV/Aids estão produzindo resultados bem-vindos, tendo-se registrado uma diminuição do número de novas infecções e de mortes relacionadas com a Aids, diz o último relatório do organismo das Nações Unidas que conduz a luta contra esta doença.

UNAIDSOs esforços mundiais para conter e mesmo inverter a propagação do HIV/Aids estão produzindo resultados bem-vindos, tendo-se registrado uma diminuição do número de novas infecções e de mortes relacionadas com a Aids, diz o último relatório do organismo das Nações Unidas que conduz a luta contra esta doença.

O estudo, intitulado Relatório sobre a Epidemia de Aids 2010, produzido pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/Aids (UNAIDS), contém dados básicos sobre o HIV referentes a 182 países e inclui fichas de resultados por país. Revela que o número de pessoas recém-infectadas pelo HIV foi de aproximadamente 2,6 milhões, quase 20% menos do que os 3,1 milhões de pessoas infectadas em 1999. Em 2009, 1,8 milhão de pessoas morreu devido a doenças relacionadas com a Aids, quase menos um quinto do que os 2,1 milhões que morreram em 2004.

O UNAIDS diz que, em conjunto, estes resultados estão contribuindo para a estabilização do número total de pessoas soropositivas, embora haja ainda muito a fazer, especialmente perante a redução de fundos para a luta mundial contra a Aids. “Estamos destruindo a trajetória da epidemia com ações ousadas e escolhas inteligentes”, disse o Diretor Executivo do UNAIDS Michel Sidibé. “Os investimentos na luta contra a Aids estão dando frutos, mas os avanços conseguidos são frágeis – o desafio, agora, é saber como poderemos trabalhar para obter progressos mais rápidos”.

África Subsaariana ainda é a mais afetada

Segundo o relatório, entre 2001 e 2009, a taxa de novas infecções estabilizou ou diminuiu mais de 25% em pelo menos 56 países do mundo inteiro, incluindo 34 países da África Subsaariana. Dos cinco países da região onde a epidemia é maior, quatro – Etiópia, África do Sul, Zâmbia e Zimbábue – conseguiram reduzir as taxas de novas infecções pelo HIV em mais de 25%, enquanto na Nigéria a epidemia estabilizou. A África Subsaariana continua sendo a região mais afetada pela epidemia, com 69% de todas as novas infecções.

Em sete países, principalmente da Europa Oriental e da Ásia Central, as taxas de novas infeções aumentaram 25%. Entre os jovens de 15 dos países mais gravemente afetados, as taxas de novas infecções diminuíram mais de 25%, principalmente pelo fato de os jovens terem adotado práticas sexuais mais seguras.

Só durante o ano passado, o número de pessoas recebendo tratamento aumentou 1,2 milhão – um aumento de 30% em comparação a 2008. Um outro resultado positivo foi a estabilização das novas infecções, graças ao maior acesso ao tratamento. Mas o número de pessoas à espera de tratamento – 10 milhões – é quase o dobro. Novas informações revelam que a intensificação dos tratamentos conduziu a reduções da mortalidade da população em zonas de elevada prevalência.