Apesar do fornecimento de suprimentos a número crescente de pessoas que precisam de auxílio no país, situação humanitária ainda é grave. Cidadãos sírios são mortos e feridos diariamente.

Crianças são especialmente atingidas por instabilidade na Síria. Na foto, menino na cidade de Aleppo. Foto: UNICEF/Romenzi.
Os esforços das Nações Unidas e dos seus parceiros ainda estão aquém das demandas humanitárias causadas pelos conflitos na Síria, apesar do fornecimento de suprimentos ao crescente número de pessoas em necessidade de assistência no país, disse a chefe da ONU para Assuntos Humanitários, Valerie Amos.
Amos ainda convocou o Conselho de Segurança a impulsionar o fim da violência que está destruindo e desestabilizando a região. Cerca de 7,6 milhões de pessoas estão em situação de deslocamento na Síria e 3,2 milhões já deixaram o país, enquanto 12,2 milhões precisam urgentemente de assistência humanitária.
Além disso, a economia do país já retraiu em 40% desde 2011 e a taxa de desemprego atualmente já ultrapassa 54%. Cerca de três quartos da população vivem em condições de pobreza e a frequência escolar já caiu em mais de 50%.
Apesar dos pedidos do Conselho de Segurança para que os conflitos sejam interrompidos e dos relatórios da Comissão Independente de Inquérito sobre os abusos aos direitos humanos em curso no país, cidadãos sírios continuam a ser assassinados e feridos diariamente.