Meta de manter o aquecimento global abaixo de 2 graus centígrados não será cumprida caso não sejam feitos maiores esforços para controlar as mudanças climáticas. As emissões industriais de dióxido de carbono atingiram um recorde em 2012 de 31,6 bilhões de toneladas.

Os membros do batalhão jordaniano da missão da ONU no Haiti transportam crianças em meio a uma inundação provocada pelo furacão Ike, na capital Porto Príncipe, setembro de 2008. Foto: ONU/Marco Dormino
Com negociações climáticas acontecendo na Alemanha, o grupo de mudanças climáticas da ONU reiterou na segunda-feira (10) que os esforços internacionais para amenizar o fenômeno são insuficientes para cumprir a meta de manter o aquecimento global abaixo de 2 graus centígrados acima dos níveis pré-industriais.
Após a divulgação de um relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) que demonstra que, se algo não for feito para lidar com as emissões do setor de energia, a comunidade internacional logo verá um aumento na temperatura entre 3,6 a 5,3 graus Celsius – foi divulgado um comunicado da Convenção do Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) sobre o tema.
“O relatório da AIE chegou em um momento crucial para as negociações de mudanças climáticas e para que os esforços globais possam enfrentar as mudanças climáticas em todos os níveis”, disse a secretária-executiva da UNFCCC, Christiana Figueres, em Bonn, onde a convenção está liderando discussões que duram duas semanas – iniciadas no último dia 3 de junho –, sobre questões científicas, tecnológicas e metodológicas relacionadas às mudanças climáticas.

Secretária-executiva da UNFCCC, Christiana Figueres. Foto: UNFCCC
De acordo com o relatório da AIE, “Redesenhando o Mapa de Energia-Clima”, as emissões industriais globais de dióxido de carbono em 2012 subiram 1,4%, para um recorde de 31,6 bilhões de toneladas.
A China apresentou o maior crescimento de dióxido de carbono em 300 milhões de toneladas, mas o aumento foi um dos mais baixos em uma década, disse a AIE. Enquanto isso, a produção de carbono dos Estados Unidos caiu em 200 milhões de toneladas em meio a uma mudança do carvão para o gás na geração de energia.
O chefe da agência ambiental da ONU parabenizou a decisão da China e dos Estados Unidos – os dois maiores emissores de gases de efeito estufa do planeta – ao colaborarem na eliminação gradual da produção de um grupo de produtos sintéticos químicos, a fim de combater as mudanças climáticas.