Esforços nacionais e globais de combate à escravidão precisam ser ampliados, dizem especialistas da ONU

Pelo menos 20,9 milhões de pessoas – principalmente mulheres e meninas – são atingidas pelas diversas formas contemporâneas de escravidão. Para discutir este assunto, ONU celebra o Dia Internacional para a Abolição da Escravatura nesta terça-feira (2).

Menino é vítima de trabalho forçado no Paquistão. Foto: OIT/M.Crozet

Menino é vítima de trabalho forçado no Paquistão. Foto: OIT/M.Crozet

Milhões de pessoas no mundo enfrentam consecutivas violações de seus direitos humanos fundamentais, vivendo em sórdidas condições de escravidão, alertaram especialistas das Nações Unidas nesta segunda-feira (1), ressaltando a insuficiência de ações políticas dedicadas a lutar contra esta situação.

As declarações marcam o Dia Internacional para a Abolição da Escravatura, celebrado em todo o mundo nesta terça-feira (2). Os especialistas pediram a ampliação dos esforços nacionais e globais e a implementação efetiva de leis e de políticas para lidar com o problema.

Pelo menos 20,9 milhões de pessoas – principalmente mulheres e meninas – são atingidas pelas diversas formas contemporâneas de escravidão. A pobreza, os conflitos, a violência e a falta de acesso à educação, ao trabalho decente e de oportunidades para o empoderamento sócio-econômico são considerados os principais fatores subjacentes à escravidão.

Os especialistas enfatizaram que as negociações para a adoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável pós-2015 devem estabelecer metas e objetivos claros para acabar com a pobreza em todas as suas formas e com as práticas análogas à escravidão – como o tráfico e sexual, o trabalho infantil e o trabalho forçado.