Especialista da ONU cobra implementação urgente de medidas antirracistas na Grécia

Violência contra migrantes irregulares e minorias preocupam as Nações Unidas, principalmente com o aumento do fluxo de migrantes e a crise econômica ainda presente no país.

Requerentes de asilo em um centro de detenção na ilha de Samos da Grécia. Foto: ACNUR / A. D'Amato

Requerentes de asilo em um centro de detenção na ilha de Samos da Grécia. Foto: ACNUR / A. D’Amato

Violência contra migrantes irregulares e minorias preocupam as Nações Unidas, principalmente com o aumento do fluxo de migrantes e as consequências da crise econômica.

O governo da Grécia deve implementar medidas mais fortes, a fim de tratar de forma eficaz o discurso do ódio e o abuso verbal contra grupos vulneráveis, incluindo os migrantes irregulares e minorias chttps://nacoesunidas486780792.wpcomstaging.com/wp-admin/post-new.phpomo os ciganos, de acordo com um especialista das Nações Unidas para os direitos humanos.

“O combate ao ódio e ao preconceito não se limita aos recursos financeiros, e em tempos de crise econômica, fazer de bode expiatório os membros mais vulneráveis da sociedade só contribui para reforçar um clima de hostilidade e violência contra esses grupos e indivíduos”, disse o relator especial da ONU sobre o racismo, Mutuma Ruteere, nesta terça-feira(12).

Como a Grécia continua a cambalear como resultado da crise financeira de 2008, também permanece na linha da frente da crise em curso a migração irregular da União Europeia. De acordo com dados da ONU, apenas em 2015 cerca de 40 mil pessoas já fizeram a travessia para a Itália e para a Grécia – o primeiro e segundo maiores países de chegada, respectivamente. Os números também foram recentemente aumentando com a melhora das condições climáticas no Mediterrâneo.

Nesse contexto, o relator especial também elogiou os esforços e iniciativas empreendidos pelo governo da Grécia para enfrentar o flagelo da violência racista que afeta os grupos minoritários em todo o país – incluindo a reforma do quadro jurídico e estabelecimento de instituições fortes e confiáveis de direitos humanos. Mas, advertiu, ainda há muito a ser feito.