55 refugiados somalis e imigrantes naufragaram na última terça-feira (18) na região, no pior episódio do tipo desde fevereiro de 2011.

Um especialista independente das Nações Unidas em direitos humanos instou na sexta-feira (21) as autoridades na Somália a combater as causas profundas das pessoas que arriscam suas vidas e fogem do país. O pedido foi feito após 55 refugiados somalis e imigrantes terem naufragado, no desastre de barco mais recente no Golfo de Áden.
“A difícil situação e o sofrimento de pessoas em barcos somalis deve parar”, disse o especialista independente da ONU sobre a situação dos direitos humanos na Somália, Shamsul Bari.
Na terça-feira (18), um barco superlotado que deixou o porto de Bossaso, no norte da Somália, virou 15 minutos após ter saído, deixando todos os 60 passageiros – etíopes e somalis – em alto mar.
De acordo com o Escritório do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR), o incidente é a maior perda de vidas no Golfo de Áden desde fevereiro de 2011, quando 57 refugiados somalis e migrantes do Chifre da África se afogaram ao tentar alcançar o Iêmen.
“Este trágico incidente mostra o nível de desespero das pessoas que vivem em áreas da Somália, que ainda são atingidas pela insegurança e pela ausência dos seus direitos econômicos, sociais e culturais”, disse Bari.