Estimativa é que haja um aumento de 17% na taxa de mortalidade nos próximos 10 anos, em grande parte devido à má alimentação e hábitos pouco saudáveis. Em Nova York, 34 chefes de Estados discutem o tema.

Às véspera da Reunião de Alto Nível sobre a Prevenção e o Controle de Doenças Não Transmissíveis – responsáveis por 63% das mortes em todo o mundo –, o Relator Especial sobre o Direito à Alimentação, Olivier De Schutter, cobrou medidas mais rigorosas por parte dos governos contra as indústrias de alimentos pouco saudáveis. Cerca de 34 chefes de Estado e 50 ministros participam hoje (19/09) do encontro em Nova York.
A principal recomendação do Relator é enfrentar as políticas agrícolas que tornam alguns alimentos mais disponíveis do que outros, quando, por exemplo, dá subsídios que estimulam a produção de grãos ricos em carboidratos, mas relativamente pobres em nutrientes, em detrimento de frutas e legumes.
“É crucial combater os esforços da indústria de alimentos em vender produtos processados e pouco balanceados, refeições semiprontas ricas em gorduras trans e saturadas, sal e açúcares”, disse Schutter, acrescentando ainda a recomendação de que as políticas não se limitem a apenas orientar os consumidores. “É preciso ir às cadeias alimentares”.
De acordo com dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), enfermidades do coração, câncer, diabetes, acidente vascular cerebral e doenças pulmonares crônicas matam cerca de 36 milhões de pessoas por ano, em grande parte influenciados pelo fumo, a má alimentação, o consumo de álcool, a obesidade e a falta de exercício. A OMS estima um aumento de 17% na taxa de mortalidade nos próximos 10 anos.
A reunião de alto nível tem duração de dois dias e marca a abertura da 66ª Assembleia Geral das Nações Unidas.