“Se quisermos manter os princípios da Carta das Nações Unidas e da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a proteção dos direitos deve ser parte integrante das ações da ONU e deve ser abordada de uma forma abrangente, incluindo através de um forte envolvimento com os Estados”, disse Tomás Ojea Quintana.

Mercado de Tongil, Pyongyang, Coreia do Norte. Foto: Instagram/Drew Kelly (instagram.com/drewkelly)
O relator especial sobre a situação dos direitos humanos na Coreia do Norte, Tomás Ojea Quintana, pediu na semana passada (27) que a comunidade internacional adote uma abordagem comum para a proteção dos direitos humanos no país.
“Se quisermos manter os princípios da Carta das Nações Unidas e da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a proteção dos direitos deve ser parte integrante das ações da ONU e deve ser abordada de uma forma abrangente, incluindo através de um forte envolvimento com os Estados”, disse Tomás Ojea Quintana a jornalistas em Nova York.
“A promoção da responsabilização por violações dos direitos humanos é um componente essencial para este compromisso”, acrescentou.
O especialista pediu ainda às autoridades do país que colaborem com a comunidade internacional, a fim de assegurar que os direitos humanos sejam respeitados e protegidos, em consonância com os princípios fundadores da ONU.
“Precisamos ter em mente que são os meios de subsistência e dignidade dos norte-coreanos que estão em jogo”, frisou.
Ojea Quintana também informou sobre a sua intenção de visitar o nordeste da Ásia, com uma primeira viagem prevista para novembro de 2016.
“Além de viagens de campo para as nações vizinhas, vou buscar todas as oportunidades de comunicação com as autoridades da Coreia do Norte, incluindo a possibilidade de realizar uma visita ao país”, disse o relator especial a repórteres.
Os pedidos do especialista ocorrem em meio à crescente tensão militar após o reinício dos ensaios nucleares e lançamentos de mísseis promovidos pelo país.
O país também sofreu grandes inundações após ser atingido por um tufão devastador em setembro de 2016, deslocando mais de 140 mil pessoas.
“A temporada de inverno está se aproximando rapidamente, mas, até agora, menos de 10% dos recursos necessários foram recolhidos, deixando dezenas de milhares de pessoas sem abrigo, acesso a alimentos essenciais e suprimentos médicos”, acrescentou Quintana.