No Dia Internacional dos Ciganos, empenho político forte e tangível é o apelo para combater o preconceito e a discriminação que continua a infringir os direitos das pessoas ciganas.

Residência cigana em Schinoasa, Moldávia. Foto: ACNUDH/Claude Cahn
A relatora especial da ONU sobre as questões das minorias, Rita Izsák, falando nesta quarta-feira (8) sobre o Dia Internacional dos Ciganos, chamou atenção para o empenho político forte e tangível que é necessário para combater o preconceito e a discriminação que continua a infringir os direitos das pessoas ciganas. Izsák apelou por esforços em colocar os direitos humanos de ciganos no centro de todas as políticas e medidas de inclusão do Estado.
“A discriminação e o racismo contra os ciganos vêm em muitas formas diferentes, que vão desde a indiferença silenciosa até o discurso do ódio, a violência contra pessoas ou comunidades inteiras”, disse ela.
Ela lembrou que o aumento do extremismo e populismo em muitos países aumentou a divisões sociais e criou mais estigmatização da população cigana. Além disso, trouxe à tona velhos mitos inaceitáveis que associam essas comunidades à criminalidade, desmérito e inferioridade.
Izsák apresentará um relatório sobre a situação dos direitos humanos de ciganos e a hostilidade contra membros deste grupo em todo o mundo ao Conselho de Direitos Humanos da ONU em junho de 2015.