Especialista da ONU pede libertação de todos os prisioneiros políticos de Mianmar

Quintana afirmou que a libertação foi um importante “passo à frente” dado pelas autoridades do país em resposta à preocupação internacional.

Um especialista independente em direitos humanos das Nações Unidas, Tomás Ojea Quintana, saudou hoje (13/10) a decisão do Presidente de Mianmar de conceder anistia e liberação de um número significativo de prisioneiros e pediu ao governo que libere o restante dos detidos políticos. O número exato de prisioneiros ainda não foi confirmado, mas estimativas de grupo de direitos humanos afirmam que ainda há 2 mil prisioneiros políticos no país.

Quintana afirmou que a libertação foi um importante “passo à frente” dado pelas autoridades do país em resposta à preocupação internacional. Porém, alerta para a necessidade da libertação total de todos os prisioneiros políticos como fundamental para uma transição política democrática.

Além disso, Quintana também expressou preocupação com a detenção permanente de um grande número de prisioneiros políticos, muitos dos quais estão sofrendo sérios problemas de saúde pelas rigorosas condições das prisões. Para ele, “o novo governo deve intensificar os esforços para enfrentar as exigências dos direitos humanos e avançar rumo à reconciliação nacional”. O novo governo foi estabelecido em Mianmar há sete meses e vem recebendo diversos encontros bilaterais. O presidente Thein Sein fez uma promessa para “alcançar esse mundo em mudança”.