Apesar de inúmeros programas de combate à pobreza, os níveis de desigualdade e pobreza continuam muito altos, afirma Philip Alston.

Santiago do Chile. Foto: Santiago do Chile. Foto: B1mbo/Wikipédia/CC
A questão da pobreza deve permanecer “sob o radar” para os chilenos, apesar da impressionante variedade de programas de combate à pobreza do país, alertou o relator especial da ONU sobre Pobreza Extrema e Direitos Humanos, Philip Alston, ao terminar uma recente visita ao país latino-americano nesta terça-feira (24).
Exaltando o Chile como um modelo para a região com “seu compromisso com os direitos humanos, suas altas taxas de crescimento econômico e inovações sustentadas de políticas sociais”, Alston lembrou que o país continua a tolerar “níveis muito altos” de pobreza e desigualdade para um Estado pertencente à Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCDE). “A resposta do Estado chileno para os problemas amplamente reconhecidos de exclusão, marginalização e discriminação tem sido fragmentada e hesitante”, disse.
“Há uma profunda necessidade de uma entidade com responsabilidade, autoridade, fundos e recursos para coordenar as políticas de direitos humanos de todo o governo”, continuou, solicitando avanço no sentido da criação do novo Ministério da Justiça e Direitos Humanos.