Especialista independente da ONU pede mais transparência para gastos militares

A situação se deve “a atenção insuficiente que mídia dá a este assunto” e “a escassa participação pública na determinação das prioridades orçamentárias”.

A falta de transparência em gastos de armamentos é mundial, afirma ONU. Imagem TV ONU.

A falta de transparência em gastos de armamentos é mundial, afirma ONU. Imagem TV ONU.

“Existe falta de transparência generalizada no que diz respeito aos orçamentos militares em todo o mundo. Os governos relutam em apresentar informação detalhada e estatísticas sobre seus gastos militares”, afirmou o especialista  independente sobre a promoção de uma ordem internacional democrática e equitativa, Alfred de Zayas, após encontro promovido por diversas entidades para discutir esta questão.

De acordo com Zayas, a situação se verifica, entre outras razões, devido a “a atenção insuficiente que mídia dá a este assunto” e ” a escassa participação pública na determinação das prioridades orçamentais”, além da influência dos “poderosos lobbys” de venda de armas juntos a membros dos parlamentos.

Zayas acredita que os Estados deveriam apresentar um relatório ao Conselho de Direitos Humanos sobre suas despesas militares, não só sobre a produção e o armazenamento de armas, mas também sobre pesquisas de armas nucleares e outras armas de destruição em massa.

O procedimento de Revisão Periódica Universal (UPR), seria um fórum adequado para discutir a mudança da abordagem que coloca os gastos “militares em primeiro lugar”,  predominante em muitos países. Estados-Membros deveriam comunicar a UPR que porcentagem do orçamento nacional é utilizado para todas as despesas militares e quanto do orçamento é destinado para a administração da justiça, educação e saúde.