Especialistas da ONU avaliarão mais de 900 casos de desaparecimentos forçados

Encontro em Genebra trará cinco especialistas independentes, que discutirão o fenômeno do desaparecimento forçado e avaliarão mais de 900 casos de 32 países.

Cidade de Genebra, na Suíça, onde os cinco especialistas do Grupo de Trabalho sobre Desaparecimentos Forçados ou Involuntários atualmente estão reunidos. Foto: Becks (Wikimedia Commons)

Cidade de Genebra, na Suíça, onde os cinco especialistas do Grupo de Trabalho sobre Desaparecimentos Forçados ou Involuntários atualmente estão reunidos. Foto: Becks (Wikimedia Commons)

Mais de 900 casos de desaparecimento forçado em 32 países serão avaliados por um grupo da ONU de especialistas independentes em Genebra, de quarta-feira (7) até o próximo dia 16 de maio. Casos recém-denunciados ou atualizados também estarão inclusos no inquérito.

O Grupo de Trabalho sobre Desaparecimentos Forçados ou Involuntários, composto por cinco especialistas, está se reunindo com delegações nacionais, representantes de sociedades civis e parentes de desaparecidos para trocar informações sobre o fenômeno e sobre casos individuais.

Além do inquérito, o Grupo examinará os obstáculos para a implementação da Declaração de Proteção a todas as Pessoas contra Desaparecimentos Forçados – atualmente efetivo em apenas 23 países (incluindo o Brasil) – e discutirá as preparações para a visita regional, em junho, à Croácia, Sérvia, Kosovo e Montenegro, bem como para visitas futuras a outros países.

A reunião do Grupo é de caráter privado. Um comunicado oficial, com todos os principais pontos abordados, será divulgado ao fim da sessão, na próxima sexta-feira, 16 de maio.