Especialistas da ONU condenam nova sentença de prisão de ativista iraniana

Especialistas das Nações Unidas reagiram com indignação após ativista iraniana de direitos humanos, que está doente e já cumpre pena de seis anos de prisão, ser sentenciada a 16 anos por um tribunal em Teerã. Narges Mohammadi foi condenada, em nome de uma organização que pede a abolição da pena de morte, por “associação e conluio contra a segurança nacional” e “propaganda contra o Estado”.

Mercado em Teerã. Foto: Kamyar Adl/Flickr/CC

Mercado em Teerã. Foto: Kamyar Adl/Flickr/CC

Um grupo de especialistas independentes das Nações Unidas expressaram indignação com a recente condenação de Narges Mohammadi, uma destacada ativista e defensora dos direitos humanos. O Tribunal Revolucionário de Teerã sentenciou Mohammadi a 16 anos de prisão. O grupo pediu sua libertação imediata e incondicional.

No último 18 de maio, o advogado da ativista anunciou que o judiciário do Irã condenou sua cliente a 16 anos de prisão por suas atividades em nome de uma organização que pede a abolição da pena de morte, por “associação e conluio contra a segurança nacional” e por “propaganda contra o Estado”.

Antes de sua prisão, ocorrida em maio de 2015, a ativista foi submetida a assédio constante, agressões verbais e interrogatórios sobre suas atividades pacíficas de direitos humanos. Mohammadi, de 44 anos, sofre de uma condição neurológica crítica e já tinha sido previamente condenada a seis anos de prisão.

“Não há absolutamente nenhuma razão para que Narges Mohammadi deva passar mais uma hora na prisão, muito menos 16 anos”, afirmou o relator especial da ONU para a situação dos direitos humanos no Irã, Ahmed Shaheed.

“Peço a todas as autoridades competentes do Irã, incluindo o presidente Rouhani, a fazer o seu melhor para garantir que Mohammadi seja imediata e incondicionalmente libertada da prisão, e que seja permitido o acesso a tratamento médico adequado e oportuno para sua condição”, destacou o Shaheed.