Especialistas da ONU criticam Irã por cercear jornalistas e blogueiros às vésperas das eleições

O país tem um dos maiores índices de jornalistas e ativistas presos no mundo. De acordo com cifras de abril de 2015, ao menos 45 tinham sido detidos por atividades pacíficas.

Grupos de especialistas da ONU expressa sua preocupação com intimidação a jornalistas e blogueiros no Irã. Foto: Flickr/looking4poetry (cc)

Grupos de especialistas da ONU expressa sua preocupação com intimidação a jornalistas e blogueiros no Irã. Foto: Flickr/looking4poetry (cc)

Um grupo de especialistas da ONU expressou nesta quarta-feira (12) preocupação com a detenção, perseguição e intimidação a jornalistas e blogueiros no Irã no período prévio às eleições parlamentárias.

“O Governo do Irã não deve silenciar vozes críticas e dissidentes sob o pretexto vago e infundado de preocupações com a segurança nacional”, disse o relator especial sobre a situação dos direitos humanos no Irã, Ahmed Shaheed.

O Irã tem obrigações internacionais de permitir e proteger o direito de liberdade de imprensa e acesso à informação, como membro do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, adicionou. O país tem um dos maiores índices de jornalistas e ativistas presos no mundo. De acordo com cifras de abril de 2015, ao menos 45 tinham sido detidos por atividades pacíficas. Na segunda-feira (02), cinco foram presos por agentes da Guarda Revolucionária sem uniforme.

Para o relator especial sobre liberdade de opinião e expressão, David Kaye, o governo deve garantir um maior espaço para a troca de ideias às vésperas das eleições. Ambos reforçaram que o “processo democrático é insustentável se os profissionais da mídia e ativistas não tenham segurança para exercer seus papéis vitais”.