Especialistas da ONU instam o governo do Sri Lanka a acabar com violência religiosa no país

Relatores especiais em direitos humanos das Nações Unidas pediram a adoção de medidas urgentes que parem a promoção do ódio racial e religioso e que acabem com a “atmosfera de impunidade”.

Um homem ferido na violência intercomunitária entre muçulmanos e budistas no Sri Lanka. Foto: IRIN

Um homem ferido na violência intercomunitária entre muçulmanos e budistas no Sri Lanka. Foto: IRIN

Especialistas em Direitos Humanos das Nações Unidas pediram nesta quarta-feira (2) ao governo do Sri Lanka a adoção de medidas urgentes que parem a promoção do ódio racial e religioso e que acabem com a “atmosfera de impunidade” no país.

Os especialistas independentes afirmaram, assim, estar preocupados com a violência contra comunidades muçulmanas e cristãs por parte de grupos budistas extremistas. 

De acordo com o escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) foram registrados mais de 350 ataques violentos contra muçulmanos e mais de 150 contra cristãos nos últimos dois anos.

Para a relatora especial sobre liberdade de religião ou crença, Heiner Bielefeldt, a violência no país é alimentada pela atmosfera de impunidade do Sri Lanka. “A impunidade, em conjunto com a resposta inadequada da polícia e das autoridades judiciais dirigidas a proteger a vida, a segurança física, a propriedade e os lugares de culto dessas comunidades, podem incentivar mais ataques e acarretar numa espiral de violência.

“O governo deve acabar com esta violência e colocar em prática medidas urgentes de proteção que garantam a segurança pessoal de todos os indivíduos pertencentes a minorias religiosas que vivem no país”, defendeu Rita Izsák, relatora especial sobre as questões das minorias, que aproveitou a ocasião para parabenizar o presidente do país pela nomeação de um painel de alto nível para investigar esses incidentes.