Três especialistas em direitos humanos da ONU comemoraram a libertação, na semana passada, de 21 meninas sequestradas por combatentes do Boko Haram e pediram ao governo nigeriano apoio à reintegração delas na sociedade.
Elas haviam sido raptadas, em abril de 2014, em um dormitório escolar em Chibok, no nordeste da Nigéria. Das 276 menores sequestradas na ocasião, 197 permanecem desaparecidas.

No nordeste da Nigéria, meninas preparam alimentos. A crise causada pela milícia Boko Haram ameaça minar o desenvolvimento regional. Foto: UNFPA Nigéria/Ololade Daniel
Três especialistas em direitos humanos da ONU comemoraram na terça-feira (18) a libertação, na semana passada, de 21 meninas sequestradas por combatentes do Boko Haram e pediram ao governo nigeriano que apoie a reintegração delas na sociedade.
As meninas libertadas foram raptadas, em abril de 2014, de um dormitório escolar em Chibok, no nordeste da Nigéria. Das 276 menores sequestradas na ocasião, 197 permanecem desaparecidas.
A relatora sobre comércio de crianças, Maud de Boer-Buquicchio; a relatora sobre formas contemporâneas de escravidão, Urmila Bhoola; e o relator sobre o direito à saúde, Dainius Puras elogiaram as autoridades da Nigéria pelo sucesso das negociações com os integrantes do grupo armado e pediram que as instituições e as comunidades garantam que as estudantes experimentem uma recuperação completa e sejam protegidas do estigma e da rejeição.
“As meninas recém-liberadas podem não conseguir acessar os serviços de que necessitam, incluindo os serviços de saúde sexual e reprodutiva; as informações sobre remédios; e os meios de subsistência”, frisaram os especialistas. “Pedimos às autoridades do país que tomem todas as medidas necessárias para fornecer serviços não só às meninas, mas a todos os indivíduos que foram resgatados do Boko Haram”.
Os relatores especiais da ONU também pediram às autoridades nigerianas que tomem medidas imediatas para localizar as meninas desaparecidas e para assegurar seu retorno com segurança. “A Nigéria deve levar os autores do crime à Justiça, respeitando as normas internacionais de direitos humanos”, sublinharam.
Eles também pediram “uma abordagem abrangente, que seja capaz de enfrentar os desafios presentes no nordeste da Nigéria e oferecer uma boa oportunidade não só para reintegrar as mulheres e as crianças afetadas pelo Boko Haram, mas também para promover os setores educacionais que são cruciais à paz, à segurança, à saúde e ao desenvolvimento sustentável do país”.