Grupo de trabalho pede identificações rápidas, além do uso de perícia forense e testes de DNA nas investigações. Sessão em Nova York avalia mais de 400 notificações.

Presidente-relator do Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Desaparecimentos Forçados ou Involuntários, Olivier de Frouville. Foto: ONU/Violaine Martin
Especialistas da ONU pediram na sexta-feira (19) novas estratégias para combater os desaparecimentos forçados ou involuntários e destacaram a impunidade que prevalece para estes crimes. Os peritos formam o Grupo de Trabalho da ONU sobre Desaparecimentos Forçados ou Involuntários, que realizou sua 100ª sessão de 15 a 19 de julho em Nova York, Estados Unidos.
“Não é um crime do passado, pelo contrário, é um fenômeno que afeta todas as regiões do mundo, com a crença falsa e perigosa de que é uma ferramenta útil para preservar a segurança nacional e combater o terrorismo ou crime organizado”, disseram os especialistas.
Em comunicado, os peritos pediram ações reforçadas para garantir a rápida identificação e qualificação dos casos de desaparecimentos forçados, o que é essencial para prender os autores deste crimes.
Eles enfatizaram a importância de preservar memórias coletivas e individuais e da expansão do uso de perícia forense e testes de DNA na busca da verdade por trás dos desaparecimentos.
Durante a sessão, os especialistas examinaram, sob procedimento de ação urgente, 17 casos relatados de desaparecimentos forçados ocorridos nos últimos seis meses, bem como mais de 400 novos casos notificados ou já existentes.
Os casos em análise são relacionados à Albânia, Arábia Saudita, Argélia, Barein, Belarus, Colômbia, Coreia do Norte, El Salvador, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Honduras, Iêmen, Kuwait, Laos, Marrocos, México, Namíbia, Paquistão, Peru, República Centro-Africana, Ruanda, Senegal, Síria, Sri Lanka, Tailândia, Tajiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão.
Os grupo de especialistas é formado pelo presidente-relator Olivier de Frouville, da França; Ariel Dulitzky, da Argentina; Jasminka Dzumhur, da Bósnia-Herzegóvina; Osman El-Hajje, do Líbano; e Jeremy Sarkin, da África do Sul. A próxima reunião será realizada em Genebra, Suíça, de 4 a 13 novembro.