Desde 22 de maio, ao menos 36 indivíduos foram presos ou sentenciados no país por suas atividades jornalísticas ou por expressar sua opinião nas redes sociais.

Entre os jornalistas presos se encontram Jason Rezaian, repórter americano do ‘The Washington Post’ e sua esposa, Yeganeh Salehi, correspondente do jornal ‘The National’, dos Emirados Árabes Unidos. Foto: reprodução
“Condenar pessoas por expressar sua opinião é absolutamente inaceitável”, frisou um grupo de especialistas de direitos humanos das Nações Unidas, preocupados com o aumento da tendência no Irã de prender e condenar pessoas que exercem o seu direito de liberdade de expressão e opinião, bem como de reunião e associação pacífica.
Desde o último 22 de maio, ao menos 36 indivíduos, incluindo jornalistas, blogueiros, cineastas e autores, muitos ativistas de direitos humanos, foram presos ou sentenciados em conexão com suas atividades jornalísticas ou por expressar sua opinião nas redes sociais.
As punições variam de seis meses até 20 anos de prisão, sendo que uma das pessoas também foi condenada a 50 açoites e o autor Arzhang Davoodi sentenciado à morte pelo crime de “Moharebeh” ou “lançar guerra contra Deus”.
Entre os jornalistas presos se encontram Jason Rezaian, repórter norte-americano do ‘The Washington Post’ e sua esposa, Yeganeh Salehi, correspondente do jornal ‘The National’, dos Emirados Árabes Unidos, cujas localizações exatas não foram informadas.
Segundo os especialistas, a pena de morte para jornalistas “não só representa uma violação flagrante da Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, mas também viola o próprio Código Penal Islâmico do país, que reserva a pena de morte apenas para aqueles que pegaram ativamente em armas”.
“A liberdade de expressão e opinião é necessária para o cumprimento dos diretos humanos e é um direito reservado para todos os indivíduos, mesmo que a pessoa expresse uma opinião com a qual o governo discorda”, lembrou o grupo, solicitando a liberação imediata de todos aqueles que exercem a liberdade de expressão, reunião e associação pacífica, bem como de todos aqueles que desempenham atividades legítimas como jornalistas.