Especialistas Independentes da ONU pedem fim da impunidade pelas mortes de jornalistas no México

Grupo defende promulgação de lei para proteger defensores de direitos humanos e profissionais de mídia. Projeto foi elaborado com apoio técnico do ACNUDH.

Relatora Especial da ONU sobre a situação dos defensores dos direitos humanos, Margaret Sekaggya. (ONU)O Governo mexicano deveria implementar uma nova lei para proteger jornalistas e defensores de direitos humanos, priorizando o rompimento do ciclo de impunidade que leva a  assassinatos sucessivos nos últimos anos, avaliou na segunda-feira (14/05) um grupo de Especialistas Independentes e Regionais das Nações Unidas.

“Defensores de direitos humanos no México precisam desesperadamente da proteção efetiva do Estado agora”, disse a Relatora Especial da ONU sobre a situação dos defensores dos direitos humanos, Margaret Sekaggya.

“Eles continuam sendo assassinados, atacados, assediados, ameaçados, estigmatizados e sofrendo outras sérias violações de direitos humanos”, acrescentou.

O grupo de Especialistas da ONU e da Comissão Interamericana sobre Direitos Humanos apelou para que o Governo siga adiante com a promulgação da “Lei para Proteção de Defensores de Direitos Humanos e Jornalistas”, elaborada em conversa com a sociedade civil sob orientação técnica do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) no México.

“Temos que cessar o ciclo de impunidade no México, que vem se tornando um lugar crescentemente violento para jornalistas”, disse o Relator Especial sobre a promoção e proteção do direito de liberdade de opinião e expressão, Frank La Rue. “Os recentes assassinatos de quatro profissionais de mídia em Veracruz relembram a triste necessidade de passos que precisam ser dados para garantir a segurança dos jornalistas.”