Ban Ki-moon citou na quarta-feira (14/12) exemplos como a atuação na Primavera Árabe e os resultados em Durban para lembrar das ações positiva da ONU em 2011.
“Esse foi um ano memorável”. Com essas palavras, o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, qualificou na quarta-feira (14/12) a atuação da ONU em 2011.
“Acredito que estamos em um ponto de inflexão da história. Tudo está mudando. As antigas regras estão sendo quebradas. Não sabemos que nova ordem vai emergir. No entanto, podem confiar: as Nações Unidas estarão na linha de frente”, defendeu Ban.
Foram citados como exemplos de boas ações em 2011: a atuação na Primavera Árabe; o papel prestado na liberação da Líbia da ditadura de Kadafi; o julgamento do ex-presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, no Tribunal Penal Internacional (TPI); e o resultado positivo na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática em Durban, África do Sul.
Entre os problemas de 2011 ainda sem resultados satisfatórios, Ban lembrou da insegurança na Síria e no Afeganistão, além da epidemia de fome no Chifre da África e das negociações israelense-palestinas.
“Na Síria, mais de cinco mil pessoas estão mortas. Isso não pode continuar. No Afeganistão, ainda enfrentamos a contínua insegurança. Semana passada na conferência de Bonn reafirmamos o comprometimento da comunidade internacional com a nossa parceria até 2014 e além. Com ajuda do Quarteto (diplomático para o Oriente Médio), continuamos a impulsionar a paz entre Israel e Palestina. No Chifre da África, pessoas ainda enfrentam a fome”, analisou o Secretário-Geral.
Para 2012, Ban citou como desafios o fortalecimento do compromisso com o direito das mulheres e das crianças, a reforma da ONU, a ênfase na diplomacia preventiva e a preparação para a Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.