‘Este massacre deve parar’, diz chefe da ONU no Iraque sobre onda de violência no país

Segundo dados da missão das Nações Unidas, somente no segundo semestre de 2012, 3,2 mil civis morreram e mais de 10 mil ficaram feridos devido a ataques terroristas.

Bomba explode dentro de um carro no Iraque. Foto: IRIN

Bomba explode dentro de um carro no Iraque. Foto: IRIN

O chefe da ONU no Iraque condenou na quarta-feira (3) uma onda de ataques mortais em todo o país e reiterou seu apelo aos funcionários do governo para deter a violência.

Dezenas de pessoas foram mortas na terça-feira (2) e muitas outras ficaram feridas em uma série de ataques concentrados em lugares públicos, como mercados municipais.

“Este massacre deve parar”, disse o representante especial do secretário-geral da ONU e chefe da Missão de Assistência das Nações Unidas para o Iraque (UNAMI), Martin Kobler.

“Eu, mais uma vez, peço às autoridades iraquianas que façam o seu melhor e tomem todas as medidas necessárias para proteger o povo de mais derramamento de sangue.”

De acordo com Kobler, os “ataques terroristas devastadores”, novamente, têm como alvo cidadãos inocentes que lutam para construir um futuro mais esperançoso para si e seus filhos em um ambiente altamente volátil.

Estes últimos ataques ocorreram em meio a um dos períodos de maior violência no Iraque e vão contra a tendência dos últimos anos de diminuição do problema no país.

A missão da ONU no Iraque informou que 761 pessoas morreram e 1.771 ficaram feridas em atos de terrorismo e violência em junho. Dos mortos, 685 eram civis, incluindo 131 policiais civis.

Em abril, 712 iraquianos foram mortos e mais de 1.600 feridos. Em maio, o número de mortos aumentou para 1.045 e mais de 2.300 feridos.

Em um relatório divulgado na semana passada, a UNAMI disse que pelo menos 3.200 civis foram mortos e mais de 10 mil ficaram feridos durante o segundo semestre de 2012.

O relatório advertiu que o aumento da violência armada exige maior proteção civil e o fortalecimento de instituições de direitos humanos no país.