Segundo especialista da ONU, a ameaça está na falta de antecipação às mudanças demográficas e de resposta com políticas que respeitem as escolhas individuais.

O Diretor Regional do UNFPA, Werner Haug (centro), abre o encontro de especialistas em população e sustentabilidade que ocorreu em Viena, Áustria, esta semana. Ao seu lado a Chefe da Unidade de População da UNECE, Vitalija Gaucaite Wittich, e Wolfgang Lutz, do Instituto Internacional para a Análise de Sistemas Aplicados (IIASA). Foto: UNFPA
Os principais desafios enfrentados pelas populações de muitos países europeus — baixa fertilidade, envelhecimento e migração — podem ser resolvidos e não devem ser vistos como uma ameaça. Essa foi uma das afirmações de especialistas em uma reunião de dois dias em Viena, Áustria, que terminou na terça-feira (26) e foi organizada pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), pela Comissão Econômica das Nações Unidas para a Europa (UNECE) e o Instituto Internacional para a Análise de Sistemas Aplicados (IIASA).
“Não há dúvida de que o envelhecimento da sociedade e os fluxos migratórios crescentes acarretam muitos desafios, em particular para a sustentabilidade dos sistemas de proteção social e para a capacidade de integração das sociedades”, disse Werner Haug, Diretor do Escritório Regional do UNFPA para a Europa Oriental e Ásia Central.
Mas, segundo Haug, o que também é claro é que essas dinâmicas populacionais podem ser geridas e não precisam ter repercussões negativas para a prosperidade e coesão da sociedade.
“A verdadeira ameaça é a falta de antecipação às mudanças demográficas e de resposta em tempo hábil, com políticas que respeitem as escolhas dos indivíduos e estão em plena consonância com os princípios de direitos humanos”, disse Haug.
A reunião de especialistas faz parte de uma série de eventos relativos a uma conferência regional de alto nível em Genebra, que será realizada nos dias 1 e 2 de julho e que visa chegar a um consenso sobre uma agenda para a população da Europa, duas décadas depois de os líderes mundiais terem adotado um Programa de Ação da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, no Cairo, Egito, em 1994.