A agência da ONU chamou a atenção para grupos vulneráveis, como bebês e crianças com deficiências. Até setembro desse ano, 214 mil crianças já haviam pedido asilo no continente.

Sentados, da esquerda para a direita Faiz, 13, Nour Aldin, 9, Hind, 10, Abderrahmane, 10, e Shahid, 9, chegaram na Áustria após viajar 25 dias através da Turquia, Grécia, Macedônia, Sérvia e Hungria fugindo com a sua família de Damasco, Síria. Foto: ACNUR/© UNHCR/M.Schöppl
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) identificou nesta segunda-feira (16) cinco grupos de vulnerabilidade entre as crianças que chegam à Europa procurando refúgio. A agência da ONU alertou para o aumento no número de jovens deslocados que atravessam ao continente. Atualmente, 700 jovens por dia requerem asilo na região. O UNICEF pretende reforçar ações de assistência.
Em outubro, um terço dos refugiados registrados na fronteira entre a Grécia e a Macedônia era composto por crianças. Em junho, a quantidade de jovens representava apenas um décimo do total de deslocados. De acordo com dados do Eurostat avaliados pelo UNICEF, entre janeiro e setembro desse ano, 214 mil crianças pediram asilo na Europa.
Entre o enorme contingente de jovens refugiados, a agência das Nações Unidas identificou cinco grupos vulneráveis: bebês e crianças pequenas, crianças com deficiências e necessidades especiais, crianças perdidas, crianças que foram deixadas para trás e adolescentes desacompanhados em deslocamento.
Na Suécia, por exemplo, 24 mil crianças desacompanhadas solicitaram asilo esse ano, valor superior ao total de menores que pediram, sozinhas, refúgio em toda a Europa, em 2014. “A grande questão para nós é: estamos prontos para isso, a Europa está apta? Seremos capazes de dar para essas crianças o futuro pelo qual elas estão arriscando suas vidas”, afirmou a coordenadora especial do UNICEF para a crise de refugiados e migrantes, Marie-Pierre Poirier.
O UNICEF, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), a Cruz Vermelha, os governos e outras organizações têm prestado assistência às crianças, mas os esforços precisam ser ampliados, de acordo com o Fundo da ONU para a Infância.