“A demência é devastadora não só para os que sofrem dela, mas também para os cuidadores, famílias e sociedade como um todo”, lembrou a especialista da ONU para os direitos humanos das pessoas mais velhas.
Começou nesta segunda-feira (16) a primeira Conferência Ministerial de Ação Global contra a Demência, organizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A cada quatro segundos alguém é diagnosticado com esta doença incurável, que hoje afeta 47 milhões de pessoas em todo o mundo, número que poderá triplicar até 2050.
“O objetivo da conferência é o de aumentar a conscientização sobre a carga sócio-econômica criada pela demência e para realçar que esta carga pode ser reduzida se o mundo colocar a demência em destaque na agenda global de saúde pública”, afirmou a OMS.
A especialista independente da ONU sobre o usufruto de todos os direitos humanos das pessoas mais velhas, Rosa Kornfeld-Matte, disse, durante o encontro que acontece em Genebra (Suíça), que pessoas mais velhas com demência têm que ter sua dignidade, crenças, necessidades e privacidade respeitadas em todos os estágios da doença e cobrou dos governos ao redor do mundo que integrem efetivamente os direitos humanos em suas ações contra a demência.
“A demência pode afetar todos nós”, disse Kornfeld-Matte. “É uma prioridade de saúde pública, mas é também uma preocupação de direitos humanos. A demência é devastadora não só para os que sofrem dela, mas também para os cuidadores, famílias e para a sociedade como um todo.”
