Presidente da Assembleia Geral da ONU, John Ashe, pede que a comunidade internacional acelere os esforços para mobilizar recursos financeiros para que metas de milênio sejam cumpridas dentro do prazo de 2015.

O campo de deslocados de Mushaba, província de Katanga, na República Democrática do Congo, é um dos lugares beneficiados pela assistência humanitária apoiada pelas Nações Unidas. Foto: OCHA/Gemma Cortes
Novas e inovadoras fontes de financiamento são necessárias para complementar a ajuda oficial ao desenvolvimento – conhecida nas relações internacionais pela sigla em inglês ODA –, afirmaram o presidente da Assembleia Geral da ONU, John Ashe, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, nesta segunda-feira (7).
Eles pediram mais apoio financeiro do setor privado para fomentar o comércio internacional, sustentar o crescimento econômico e incentivar o desenvolvimento sustentável.
Falando para os participantes na abertura do Diálogo Geral sobre o Financiamento do Desenvolvimento, Ashe pediu à comunidade internacional para acelerar os esforços para mobilizar recursos financeiros para que os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) possam ser cumpridos dentro do prazo de 2015 e abrir o caminho para a agenda de desenvolvimento pós-2015.
“O financiamento para o desenvolvimento é o elixir – a alma, se vocês preferirem – do qual precisamos”, disse Ashe aos representantes dos Estados-membros, das instituições, da sociedade civil e do setor empresarial.
O tema geral deste sexto diálogo de alto nível é “Consenso de Monterrey, Declaração de Doha sobre o Financiamento do Desenvolvimento e os resultados relacionados com as principais conferências e cúpulas das Nações Unidas: o status da implementação e tarefas à frente”.
O Consenso de Monterrey, adotado na cidade de Monterrey, no México, em 2002, foi um acordo de parceria para o desenvolvimento global. Ele cobriu uma série de temas, incluindo a mobilização de recursos internos, o investimento estrangeiro direto, o comércio, a ODA, o alívio de dívidas e questões sistêmicas.
Em 2008, a Declaração de Doha enfatizou, entre outras medidas, a necessidade de cumprir com urgência a ODA de 0,7% do produto nacional bruto dos países doadores (PNB) e ressaltou a importância de fortalecer a Organização Mundial do Comércio (OMC) com tratamento especial e diferenciado para os países em desenvolvimento.
De acordo com dados da ONU, a ODA atual é de cerca de 0,31% do produto nacional dos países desenvolvidos.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também falou aos participantes e encorajou todos os países a cumprir suas promessas e as metas de ajuda ao desenvolvimento.
“Para muitos países em desenvolvimento, e em particular os mais vulneráveis, a ODA é fundamental”, disse Ban, acrescentando que estava “profundamente preocupado” com o recente declínio deste tipo de apoio.
Ban Ki-moon enfatizou o papel vital do setor privado no financiamento e investimento para um mundo mais sustentável e próspero, afirmando que “um forte compromisso financeiro para a solidariedade humana hoje melhorará a segurança e a prosperidade amanhã”.