Relatório da Cúpula Mundial da Sociedade de Informação+10 (CSMI+10), que avalia os avanços na promoção de conectividade e acesso às tecnologias de informação, revela resultados mistos.

Foto: ITU/R.Farrell
Um encontro de alto nível avaliou, nessa terça-feira (10) em Genebra, os progressos realizados nas metas determinadas pela Cúpula Mundial da Sociedade de Informação (CMSI), realizada em Genebra em 2003 e em Tunis em 2005, que estipulou esses objetivos para promover a inclusão digital.
Dando ênfase aos países em desenvolvimento, a Cúpula adotou dez metas para estimular a conectividade em vilarejos, escolas, bibliotecas, correios, arquivos e governos nacionais, bem como a adaptação dos currículos escolares para enfrentar os desafios da sociedade da informação.
O CMSI também promove o apoio ao desenvolvimento do multilinguismo e a garantia ao acesso das tecnologias de informação e comunicação (TIC) para mais da metade dos habitantes do mundo.
Com duração de três dias, o evento, chamado de CMSI+10, reuniu ministros de governos, líderes da sociedade civil, instituições acadêmicas, empresas e organizações internacionais para analisar as conquistas realizadas até o momento nesse setor. O documento “Revisão Final das Metas do CMSI”, produzido para o evento, no entanto, revela conclusões díspares sobre os avanços realizados na última década.
O relatório destaca um progresso significativo no uso de celulares em comunidades rurais, com uma previsão de cobertura completa mundial até 2015. Contudo, a conectividade através da Internet continua a ser um desafio e o acesso à banda larga desigual. Apesar de muitas escolas integrarem o uso do computador nas salas de aula, menos de 10% dos centros acadêmicos nos países mais pobres oferecem acesso à Internet.
Como dados positivos, o documento destaca que quase 100% dos centros científicos, de pesquisa e universidades se encontram conectados à Internet, e bibliotecas, museus e arquivos realizaram um esforço significativo para digitalizar o seu conteúdo. Resta, no entanto, muito a ser feito em termos de digitalização do patrimônio cultural.
O documento aponta ainda para um melhor equilíbrio linguístico nas redes, devido ao crescimento exponencial do número de sites entre 2003 e 2013. Hoje, mais de 300 idiomas já estão disponíveis na Wikipédia e mais de 100 línguas estrangeiras nas principais redes sociais.
Para mais informação, leia o comunicado do evento.
Acesse o site do evento clicando aqui.