Evento na ONU em Nova York encerra semana dedicada à memória das vítimas do Holocausto

Evento marcou o auge de uma série de atividades realizadas na semana. Dia 27 de janeiro é o dia da libertação do campo de concentração de Auschwitz.

Dia de Comemoração em Memória das Vítimas do Holocausto (ONU/JC McIlwaine)As Nações Unidas realizaram hoje (27/1) uma cerimônia na sede de Nova York para marcar o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Dia 27 de janeiro é o dia da libertação do campo de concentração de Auschwitz. O evento marcou o auge de uma série de atividades realizadas na semana, focando o tema “Holocausto e Crianças”, que incluiram exibição de filmes, palestras e divulgação de depoimentos.

Muitos funcionários da ONU se pronunciaram. O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, através de uma mensagem em vídeo, disse que “nunca saberemos o que essas crianças (que morreram) poderiam ter contribuído para o nosso mundo. Peço a todas as Nações que protejam os mais vulneráveis, independentemente de raça, cor, gênero ou crença religiosa”.

O Subsecretário-Geral para Comunicação e Informação Pública, Kiyo Akasaka, disse que “o melhor tributo à memória das crianças que pereceram no Holocausto é continuar ensinando suas lições universais”.

O Presidente da Assembleia Geral Nassir Abdulaziz Al-Nasser disse, na presença de sobreviventes e suas famílias na cerimônia, que “vocês nos lembram o dever sagrado de todo ser humano de se manifestar diante da injustiça e da intolerância”. Al-Nasser acrescentou que para honrar as vítimas o melhor é tomar medidas que evitem qualquer chance do ódio, da injustiça, da descriminação e do genocídio acontecerem.

A Alta Comissária para os Direitos Humanos, Navi Pillay, disse que “o Holocausto é uma lembrança de quão poderoso pode ser o ódio racial”. Ela ressaltou a importância de que os jovens aprendam com o passado e entendam o impacto de suas palavras e atitudes sobre aqueles que são diferentes deles.

“Palavras de ódio podem se transformar em ações de ódio e as consequências podem ser horríveis. Crianças e jovens devem ser ensinados sobre sua história, incluindo os grandes erros do passado, de forma que eles possam estar vigilantes contra todas as manifestações de ódio desde o início”.