Os três acusados tentaram subornar e alterar processos de testemunhas de acusação. O Tribunal Especial tem apoio da ONU e julga os crimes cometidos durante as guerras civis no país.
O tribunal apoiado pelas Nações Unidas criado para julgar suspeitos indiciados por crimes de guerra em Serra Leoa declarou (25) culpados por desacato devido a adulteração em processos de testemunhas de acusação três membros do antigo Conselho Revolucionário das Forças Armadas (AFRC) do país .
Santigie Borbor Kanu, também conhecido como Five-Five, e Hassan Bangura Papa, o Bomblast, foram julgados culpados em duas acusações cada um, por interferir na administração da justiça, oferecendo suborno a uma testemunha, e por tentativa de induzir uma testemunha a se retratar (ou afirmar que havia testemunhado falsamente) após testemunho perante o Tribunal Especial para Serra Leoa (TESL).
Ibrahim Bazzy Kamara foi condenado por tentar induzir uma testemunha a negar o seu testemunho e por violar conscientemente uma ordem judicial de proteger a identidade de uma testemunha que havia testemunhado contra ele em julgamento anterior. Ele foi absolvido de uma terceira acusação de oferecer suborno a uma testemunha.
Kamara e Kanu já cumprem penas atualmente de 45 e 50 anos, respectivamente, por condenações por crimes de guerra e crimes contra a humanidade.
Um quarto acusado, Samuel Kargbo (Sammy Ragga), declarou-se culpado em sua primeira aparição em julho de 2011 e foi condenado em ambos os casos. Em seguida, ele testemunhou em favor da acusação e aguarda a sentença em liberdade.
Com sede na capital de Serra Leoa, Freetown, o tribunal foi criado em 2002 para julgar os principais responsáveis por violações graves do direito humanitário internacional nas guerras civis que assolaram o país, a partir de 1996.