Execuções por pena de morte na Arábia Saudita triplicam em um ano, diz ACNUDH

Números são de 2011. Porta-voz da Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos afirma que procedimentos do judiciário no país não respeitam os padrões internacionais.

De acordo com relatos do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), o número de execuções por pena de morte na Arábia Saudita praticamente triplicou no ano passado, em comparação com 2010. “A Arábia Saudita aplica a pena de morte por diferentes motivos. No último mês, por exemplo, uma mulher foi executada acusada de feitiçaria e bruxaria”, disse o porta-voz da Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Rupert Colville.

Colville afirmou nesta sexta-feira (06/01) que os procedimentos do judiciário no país estão longe de respeitar os padrões internacionais. Segundo Colville, há casos de tortura nos julgamentos e “amputações cruzadas” nas sentenças.

Foi citado o exemplo de seis homens condenados no dia 24 de dezembro por roubo em rodovias. Todos terão a mão direita e a perna esquerda amputadas. “Pedimos que as autoridades sauditas parem de usar punições cruéis, desumanas e degradantes. Como parte da Convenção contra Tortura, a Arábia Saudita está obrigada à absoluta proibição do uso da tortura e outras punições cruéis, desumanas e degradantes”, completou o porta-voz.