Iniciada nesta segunda-feira (28/11), Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas de Durban, na África do Sul, busca reduzir poluição e emissões de gases de efeito estufa.

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas em Durban, África do Sul, começa nesta segunda-feira (28/11). Governantes, organizações internacionais e sociedade civil buscam, nas próximas duas semanas, encontrar formas de reduzir a poluição e a emissão de gases estufas na atmosfera. A expectativa é determinar o futuro do Protocolo de Kyoto, que expira em 2012.
Durante a abertura do evento, a Secretária Executiva da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), Christiana Figueres, pediu que os países aproveitem a Conferência para concluir as tarefas definidas durante as negociações do ano passado em Cancún e garantam que essas políticas sejam traduzidas em ações.
“Nos encontramos no momento em que a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera nunca foi tão alto, o número de meios de subsistência dissolvidos pelos impactos das mudanças climáticas nunca foi tão grande e a necessidade de ação nunca foi tão atraente e factível“, defendeu Christiana Figueres.
Para a Secretária Executiva, dois passos básicos devem ser tomados. O primeiro é concluir um pacote para ajudar países em desenvolvimento na adaptação às mudanças climáticas e limitar o crescimento da emissão de gases de efeito estufa. O segundo é definir uma política comum para impedir o aumento da temperatura global e, assim, evitar desastres naturais.
A Especialista Independente sobre Direitos Humanos e Solidariedade Internacional, Virginia Dandan, defendeu que a Conferência de Durban representa um momento decisivo para humanidade e alertou: a falha nas ações poderá prejudicar futuras negociações ambientais. Ela ressaltou que os insucessos também podem ter um impacto negativo no sistema multilateral como um todo e, principalmente, dificultar as negociações na Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), em junho de 2012.
“Cooperação e solidariedade são mais necessárias do que nunca para enfrentar os desafios como intensificação de desastres naturais, aumento da pobreza e crises globais de comida, energia e financeira. Falhar em Durban irá impactar em três pilares da ONU – paz e seguridade, desenvolvimento e direitos humanos – e vai jogar o mundo para a estaca zero”, afirmou Virginia Dandan.