Tendências de queda nos preços das mercadorias primárias em 2012 tiveram um importante impacto no desempenho da exportação de mercadorias.

Trabalhadores descarregam mercadorias no porto de Mogadíscio, Somália. Foto: ONU/Tobin Jones
A exportação mundial de mercadorias cresceu apenas 0,2% em 2012 — praticamente estagnada –, após dois anos de forte expansão, com um declínio entre os países desenvolvidos compensado por 3,6% de crescimento entre os países em desenvolvimento — alimentados pelos produtores de petróleo e gás. É o que mostram os dados divulgados pelas Nações Unidas na quarta-feira (17).
Os países desenvolvidos registraram uma queda de 2,75% nas exportações de mercadorias, com o valor mundial total de 2012 atingindo 18.325 trilhões de dólares, em comparação com os 18.292 trilhões de dólares em 2011, de acordo com a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), que promove a integração dos países em desenvolvimento na economia mundial.
No entanto, mesmo nos países em desenvolvimento, exportadores de mercadorias primárias que não de combustível viram as exportações caírem em 2,54%. Por outro lado, os grandes exportadores de petróleo e gás registraram um aumento de 5,1% em suas exportações.
Pouco antes e depois da crise financeira mundial de 2008 e 2009, o crescimento das exportações e do comércio de mercadorias em todo o mundo foi significativa, com a maior taxa ocorrendo em 2010 — com 21,9%. Essas exportações também cresceram 19,63% em 2011. O ano de maior impacto da crise — 2009 — viu um declínio de 22,27% nas exportações de mercadorias.
As tendências de queda para os preços das mercadorias primárias em 2012, excluindo combustível, impactaram seriamente o desempenho dos grandes exportadores de mercadorias.
As economias em desenvolvimento continuaram a tendência em que a sua participação no comércio mundial tem melhorado ano a ano. No final de 2012, essas economias responderam por 44,4% do mercado mundial de exportação. Em 2005, sua participação era de 36,2%.
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