Atividade que conta com apoio de iniciativas governamentais, do PNUD e de parcerias locais vai possibilitar o aumento da produção e dos lucros dos trabalhadores em Juruena.
Em alguns meses, os agricultores familiares do assentamento Vale do Amanhecer, em Juruena (MT), poderão incrementar a renda obtida com a atividade de extração da castanha-do-Brasil, uma das principais atividades econômicas do local. Os trabalhadores acompanham a chegada dos equipamentos que possibilitarão a extração do óleo da castanha. O produto será vendido à Natura, empresa de higiene e beleza com a qual eles mantêm contrato para fornecimento do produto.
Quando iniciaram as atividades produtivas no assentamento, há cerca de dez anos, os agricultores não imaginavam que pudessem prosperar tanto. Plantada em áreas de reserva legal, a extração da castanha deve ser feita de forma sustentável para que não haja prejuízos ao meio ambiente. Aliado a isto se somava a falta de conhecimento dos agricultores sobre as técnicas de extração e a carência de infraestrutura para processamento da produção, o que representava um risco para a viabilidade econômica da atividade.
Em 2008, eles se organizaram e formaram a Cooperativa dos Agricultores do Vale do Amanhecer (Coopavam). Com o apoio de iniciativas governamentais, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) – através do Projeto de Conservação e Uso Sustentável das Florestas no Noroeste do Mato Grosso – e de parcerias locais, as famílias conseguiram recursos e capacitação para construir uma fábrica de beneficiamento da castanha.
Assim, passaram a produzir amêndoas e biscoitos que hoje são utilizados na merenda escolar de seis municípios da região e comercializados para empresas do sudeste e sul do país. A fábrica garante a renda de cerca de 80 famílias e gera mais de 300 empregos. “Tem agricultor que ganha até R$ 600 por mês com a atividade”, contabiliza Irineu José Bach, um dos membros da cooperativa.