A agência da ONU para alimentação informou que precisa de 66 milhões de dólares adicionais para salvar 345 mil famílias do risco de padecer de fome no Sudão do Sul.

número de pessoas enfrentando níveis altos ou emergenciais de insegurança alimentar no Sudão do Sul será de estimados 3,9 milhões em agosto, caso a escassez de financiamento continue. Foto: FAO/C. Spencer
A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) comunicou, nesta quinta-feira (31), que a insegurança alimentar no Sudão do Sul continua piorando devido à queda no financiamento de programas de auxílio vitais.
“Mais 2 milhões de pessoas – ou 345 mil famílias vulneráveis – podem ser ajudadas se recebermos os recursos adicionais”, disse o membro da divisão de reabilitação e emergência da FAO. “Não podemos esperar esta situação já crítica piorar ou uma crise de fome ser declarada. Precisamos agir hoje para salvar vidas e os meios de sustento.”
A escassez de financiamento prejudica os esforços da Organização em prover fazendeiros, pescadores e pastores do país com kits de emergência contendo, entre outro itens, sementes para plantio, equipamentos de pesca, vacinas para o apoio veterinário e produtos de tratamento para pecuário. A ausência desse apoio, alerta a FAO, agrava o risco de fome severa em algumas áreas.
Até o momento, a agência recebeu somente quase 39% dos 108 milhões de dólares solicitados como parte de uma revisão do Plano de Resposta a Crises para 2014. Ainda assim, as contribuições atuais permitiram a assistência de 205 mil famílias em condição de vulnerabilidade ou mais de 1,2 milhões de indivíduos.
A FAO também informou que está conseguindo distribuir seu suporte de emergência em um ritmo dez vezes maior que o em 2013. Por já ter entregue, gasto ou comprometido todos os fundos recebidos, a Organização agora carece de recursos e necessita de uma quantia adicional de 66 milhões de dólares para expandir sua rede de apoio.