Faltando 800 dias para prazo das metas do milênio, ONU pede aceleração no cumprimento dos objetivos

Segundo o secretário-geral das Nações Unidas, metas ajudaram no alcance de níveis de bem-estar humano nunca vistos antes. No entanto, progresso permanece incompleto.

A redução da mortalidade infantil é um dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Foto: Banco Mundial/Nahuel Berger

A redução da mortalidade infantil é um dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Foto: Banco Mundial/Nahuel Berger

Com pouco mais de 800 dias faltando para para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, se reuniu nesta segunda-feira (23) na sede da ONU com chefes de Estado e representantes de empresas, sociedade civil e organizações de ajuda humanitária para pedir um impulso final para as metas.

Os ODM foram estabelecidos por líderes mundiais em 2000. Buscam reduzir a pobreza extrema e a fome, garantir o acesso aos cuidados de saúde universais e educação, igualdade de gênero, reduzir a mortalidade materna e a infantil, garantir a sustentabilidade ambiental, reduzir o HIV/aids e estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento, todos os objetivos com prazo até o final de 2015.

“Esta experiência ousada ajudou a alcançar um dos maiores níveis de bem-estar humano que o mundo já viu. Treze anos depois, tenho o prazer de informar que o sucesso em muitas áreas e em muitos países está ao nosso alcance. A pobreza caiu, a saúde começou a melhorar e a alfabetização aumentou. O que parecia para alguns fantasioso e ingênuo se tornou possível.” No entanto, Ban reconheceu que o progresso dos oito ODM permanece incompleto.

Durante o encontro “Sucesso dos ODM: Acelerando a Ação e Parceria para o Impacto” em Nova York, nos Estados Unidos, foi anunciado um financiamento de quase 800 milhões de dólares para as metas.

Ban anunciou que o Grupo Banco Mundial projetou ao menos 700 milhões de dólares em financiamento até o final de 2015 para ajudar os países em desenvolvimento a alcançar os ODM de saúde das mulheres e das crianças, com novos fundos provenientes da Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA). O IDA é o fundo do Grupo Banco Mundial destinado a apoiar projetos bem-sucedidos nos países mais pobres sobre saúde reprodutiva, materna e infantil.

Outro compromisso veio da Fundação IKEA, pertencente à gigante companhia sueca do setor de móveis, eletrodomésticos e acessórios, que prometeu 80 milhões de dólares ao longo dos próximos cinco anos. A quantia vai financiar os programas do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) na Índia, em prol da sobrevivência, educação e proteção infantil.