FAO alerta que cerca de 20% das raças autóctones de gado correm risco de extinção

Plano para preservação da biodiversidade animal já foi traçado, mas precisa ser colocado em prática para garantir a sobrevivência dessas raças.

Foto: FAO/Giuseppe BizzarriMais de um em cada cinco raças autóctones de gado correm risco de extinção no mundo. A boa notícia é que, em média, cerca de 80 países já começaram a implementar metade das ações acordadas no âmbito do Plano de Ação Global para Recursos Genéticos Animais, que vão desde sistemas de conservação, com levantamentos de números de gado, até o desenvolvimento de políticas e quadros legais abordando a biodiversidade de animais. O progresso tem sido mais acentuado nos países desenvolvidos, com muitos países da África, Oriente Médio, América Latina e Caribe ainda atrasados.

A informação é da Chefe de recursos genéticos animais da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), Irene Hoffmann, que participa até amanhã (25), em Roma, do encontro do Grupo Técnico de Trabalho Intergovernamental sobre o tema. Cerca de 80 países apresentaram ao Grupo relatórios nacionais de atividades de manutenção da diversidade animal.

Raças autóctones (ou nativas) são importantes para a agricultura, pois são adaptadas às condições locais, muitas vezes duras, contêm material genético único importante para programas de melhoramento e muitas vezes são um bastião de subsistência para famílias pobres, pois são mais fáceis de manter do que as raças exóticas. “Em um mundo ameaçado pela mudança climática, as raças que são resistentes à seca, ao calor ou a doenças tropicais são de importância potencial”, afirma o comunicado divulgado pela FAO.