FAO: América Latina e Caribe enfrentam novos desafios quanto à alimentação

Com quase 20 milhões a menos de pessoas desnutridas na região, autoridades regionais debatem novas medidas para ampliar ajuda e enfrentar outros desafios, como o crescimento da obesidade.

Mercado de verduras no Paraguai. Segundo a FAO, a América Latina e o Caribe reduziram o número de pessoas subnutridas em quase 20 milhões. Foto: FAO

Mercado de verduras no Paraguai. Segundo a FAO, a América Latina e o Caribe reduziram o número de pessoas subnutridas em quase 20 milhões. Foto: FAO

Mais de 50 representantes de governos da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) se encontraram nesta quarta-feira (30) no México para avaliar os avanços da região no combate à fome e, paralelamente, discutir medidas para frear o crescimento da obesidade.

“A América Latina e o Caribe é a região que apresentou os maiores avanços na luta contra a fome globalmente”, disse o diretor regional da Organização da ONU para Alimentação e Agricultura (FAO), Raúl Benítez. “Nas últimas duas décadas, ela reduziu o número de pessoas subnutridas em quase 20 milhões.”

Apesar dos avanços, Benítez ressaltou ser necessária “uma intensificação na resposta aos 47 milhões de latino-americanos e caribenhos que ainda sofrem com a subnutrição e às 7 milhões de crianças com menos de 5 anos vivendo com desnutrição crônica.” A Iniciativa América Latina e o Caribe sem Fome, discutida na reunião, pretende erradicar a fome permanentemente até 2025.

Em contraste com a fome, as autoridades presentes reconheceram também a importância do combate aos novos desafios advindos de uma nutrição inadequada, notadamente o sobrepeso e a obesidade. “[São] problemas que devem ser enfrentados de maneira coordenada e imediata”, disse o subsecretário da Secretaria de Desenvolvimento Social do México, Juan Carlos Lastiri.