FAO aponta aumento de preços de alimentos em janeiro

Açúcar e cereais lideram no aumento do preço global dos alimentos, aponta comunicado da FAO. A agência da ONU divulgou o Índice de Preços de Alimentos, que mede a variação mensal nos preços internacionais de cinco grupos majoritários de alimentos: cereais, óleos vegetais, laticínios, carne e açúcar. O índice de janeiro alcançou o maior valor em quase dois anos.

Produtores de arroz perto de uma vila na República Democrática do Congo. Foto: Olivier Asselin/FAO

Produtores de arroz perto de uma vila na República Democrática do Congo. Foto: Olivier Asselin/FAO

O preço global dos alimentos aumentou consideravelmente em janeiro, liderado por açúcar e cereais, mesmo com grandes estoques destes produtos. A conclusão está em comunicado da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que divulgou o Índice de Preços de Alimentos de janeiro.

O índice mede a variação mensal nos preços internacionais de cinco grupos majoritários de alimentos: cereais, óleos vegetais, laticínios, carne e açúcar. O índice alcançou 173 pontos em janeiro, o maior valor em quase dois anos, marcando um aumento de 2,1% em comparação ao valor de dezembro e 16,4% em comparação a janeiro de 2016.

Enquanto 2016 foi o quinto ano consecutivo de queda do Índice global, janeiro marca o sexto mês consecutivo de alta de preços. O preço do açúcar aumentou 9,9% no mês, motivado pela expectativa de prolongada redução na produção do produto no Brasil, Índia e Tailândia. Os preços dos cereais aumentaram 3,4 %, com aumento do valor de trigo, milho e arroz.

Os preços internacionais do arroz também subiram, em parte por conta do programa governamental de aquisição da Índia, reduzindo as quantidades disponíveis para exportação.

Já os preços dos óleos vegetais aumentaram 1,8%, em parte por conta dos baixos estoques de óleo de palma, aliada à baixa produção no Sudeste Asiático. Preços do óleo de soja, por outro outro lado, melhoraram as expectativas de maior oferta deste produto.

Os preços de laticínios não mudaram de dezembro, assim como os da carne, com aumento apenas na carne bovina – em função de manejo de rebanho na Austrália –, compensado pelos baixos preços de ovinos e outras carnes.

De acordo com o último relatório de Oferta e Demanda de Cereais da FAO, os estoques de cereais devem alcançar níveis recordes até o fim de 2017. Os últimos números globais colocam os estoques de cereais em 681 milhões de toneladas cúbicas. Os estoques globais de trigo podem bater novos recordes de 245 milhões de toneladas, um aumento de 8,3% no ano.