Países da região registraram baixas dos preços dos alimentos entre 2010 e 2011. As taxas foram menores do que as registradas antes da crise mundial de 2008.
Na América Latina e Caribe, a taxa de inflação nos preços dos alimentos chegou a 8,5% em 2011, um ponto a menos que em 2010 (9,6%), informou na última terça-feira (31/01) o Escritório Regional da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). A inflação geral, no entanto, aumentou em relação ao ano anterior: o índice foi de 7% ao ano, segundo o informe mensal de preços da FAO.
O informe assinala que diversos países da região registraram baixas significativas nos preços dos alimentos entre 2010 e 2011. Em alguns casos, as taxas foram menores do que as registradas antes da crise mundial de alimentos de 2008. O Índice da FAO para os preços internacionais dos alimentos caiu 6% entre dezembro de 2010 e dezembro de 2011. Apesar disso, o índice está acima dos níveis observados durante 2007, 2008, 2009 e mais da metade de 2010.
América do Sul
Argentina, Bolivia, Brasil e Paraguai registraram reduções das taxas anuais de inflação nos alimentos em 2011 para um dígito. No campo oposto, Chile, Colômbia, Equador e Peru sofreram pressões inflacionárias que levaram o preço médio dos alimentos a superar as taxas de 2010, ainda que tenha ficado abaixo dos índices do período da crise mundial de 2008.
México e América Central
Na Costa Rica e em El Salvador, a inflação alimentar foi reduzida a menos da metade entre 2010 e 2011; em Honduras, caiu drasticamente de 9,2% em 2010 para 1,9% em 2011; Na Nicarágua, também foram registrados níveis de inflação de um dígito. No México, o nível médio dos preços passou de 4,9% em 2010 para 5,8% em 2011, levando o país aos mesmos níveis de antes da crise. Apenas dois países da sub-região tiveram aumentos nas taxas anuais de inflação: na Guatemala, o índice de preços dos alimentos registrou aumentos próximos aos de 2008. No Panamá, a taxa de inflação passou de 5,1% para 7,5% entre 2010 e 2011.
Caribe
Em Aruba, que em 2010 teve níveis inflacionários próximos de zero, os índices chegaram a 6% em 2011. Esse também foi um ano de pressão inflacionária para a República Dominicana: o preço médio dos alimentos chegou a 9,7%, cifra muito superior aos 5,5% observados em 2010%.