Desde a fundação da iniciativa de Cooperação Sul-Sul da agência da ONU, em 1996, mais de 1.600 especialistas e técnicos de países em desenvolvimento foram mobilizados para apoiar as iniciativas de segurança alimentar de outros países.

O peixe é um dos recursos naturais renováveis mais valiosos da África. Foto: União Africana
Diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva ressaltou esta semana em encontro internacional a importância da Cooperação Sul-Sul na evolução agrícola nos países em desenvolvimento, acrescentando que esta colaboração também pode ajudar a erradicar a fome na África.
“Está na hora de a América Latina aumentar a sua contribuição para o desenvolvimento africano”, disse Graziano durante a segunda reunião dos ministros da Agricultura da África Subsaariana e da Argentina em Buenos Aires, que este ano se concentra na “agricultura eficiente para um desenvolvimento agrícola sustentável”.
Graziano – um dos copresidentes da reunião que teve início na terça-feira (20) e será encerrada na sexta-feira (23) – observou que a cooperação entre a América Latina e a África pode ser mutuamente benéfica para algumas das regiões que compartilham os mesmos desafios geográficos, climáticos e sociais. Ele também reiterou o compromisso da FAO em “fortalecer e concentrar o intercâmbio entre a América Latina e a África Subsaariana, com o objetivo de adotar, adaptar e ampliar as melhores práticas que promovam o desenvolvimento agrícola”.
“A cooperação internacional desempenha um papel importante na busca do futuro sustentável e sem fome que todos nós queremos. No mundo globalizado que vivemos hoje, é impossível alcançar a erradicação da fome e da pobreza extrema sem trabalharmos juntos”, disse Graziano lembrando a reunião internacional de líderes africanos realizada em julho, em Adis Abeba, onde os líderes africanos e representantes de organizações internacionais, sociedade civil e outros parceiros aprovaram uma declaração para que a fome na África seja erradicada até 2025.
Desde a fundação da iniciativa de Cooperação Sul-Sul da FAO, em 1996, mais de 50 acordos de cooperação foram assinados e mais de 1.600 especialistas e técnicos de países em desenvolvimento foram mobilizados para apoiar as iniciativas de segurança alimentar de países parceiros.