FAO discute futuro de projeto sobre sustentabilidade na Baía de Ilha Grande

A Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), o Instituto Estadual do Ambiente (INEA) e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) apresentaram nesta semana (19) os resultados do primeiro ciclo de avaliação da Iniciativa BIG 2050, projeto voltado para a conservação e uso sustentável dos recursos da Baía da Ilha Grande.

Parceiros da Iniciativa BIG 2050 reuniram-se para debater resultados de projetos para conservar a Baía da Ilha Grande. Foto: INEA

Parceiros da Iniciativa BIG 2050 reuniram-se para debater resultados de projetos para conservar a Baía da Ilha Grande. Foto: INEA

A Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), o Instituto Estadual do Ambiente (INEA) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) apresentaram nesta semana (19), no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, os resultados do primeiro ciclo de avaliação da Iniciativa BIG 2050, projeto voltado para a conservação e uso sustentável dos recursos da Baía da Ilha Grande.

Concebido desde 2012, o programa se divide em duas frentes de implementação: o Radar e o Desafio. A primeira delas é uma plataforma de monitoramento dos ecossistemas da região. O Radar agrega dados de diferentes parceiros que acompanham a situação ambiental da Baía. Até o momento, 148 indicadores já foram compilados e são constantemente atualizados pelo banco de dados. O braço do projeto BIG também conta com uma equipe de especialistas que validam os resultados das avaliações estatísticas.

Já o Desafio é um mecanismo de incentivo do empreendedorismo sustentável local. Com base nos resultados do Radar, são definidas áreas de atuação, que orientam as chamadas soluções ambientais. Em seu primeiro processo seletivo, foram selecionadas 13 iniciativas voltadas para problemas ambientais da região.

Os projetos receberão apoio financeiro de até 50 mil reais para serem executados. A premiação também oferecerá aos selecionados mentorias de especialistas e acesso à rede de parceiros da Fundação CERTI.

Para criar o programa, o Inea e a FAO se basearam na atuação de quatro anos do Projeto Gestão Integrada do Ecossistema da Baía da Ilha Grande. O objetivo pensando no estabelecimento de uma iniciativa de longo prazo, que prevê a sustentabilidade financeira de suas ações, com projeção ao ano 2050 – ano de referência para diferentes organizações mundiais em se tratando de assuntos críticos à população mundial, como aquecimento global e crescimento populacional.

O representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic, acredita que a iniciativa será um exemplo para vários estados brasileiros.

“Na FAO, vemos com boas perspectivas este tipo de projeto que depois vai se expandir e virar parte da sociedade. A sociedade está se empoderando com o resultado e as lições que vão sair dessa projeção do monitoramento dos recursos naturais e do ambiente na Baía de Ilha Grande, que pode ser modelo para outros estados que têm condições parecidas e se comprometeram com uma agenda social ambiental”, avaliou.

Já o superintendente-geral da Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (CERTI), José Eduardo Fiates, afirmou que “a Iniciativa BIG 2050 é uma grande inovação na área do empreendedorismo de impacto focado em um ecossistema valioso e estratégico para o estado do Rio de Janeiro e para o Brasil de uma forma geral”.

Para criar o programa, o INEA e a FAO se basearam na atuação de quatro anos do Projeto Gestão Integrada do Ecossistema da Baía da Ilha Grande, pensando no estabelecimento de uma iniciativa de longo prazo, que prevê a sustentabilidade financeira de suas ações.

Vencedores da seleção

Entre as propostas escolhidas pelo Desafio BIG 2050, há um projeto que pretende combater a poluição das águas pelos hidrocarbonetos, provenientes dos porões de embarcações com menos de 500 toneladas. Para tanto, a iniciativa propõe o desenvolvimento e a comercialização de um equipamento que ajuda a separar o óleo nas águas de porão das embarcações.

Uma das principais atividades econômicas da Baía, o turismo também será contemplado pelo Desafio por meio de uma proposta que visa criar um negócio de valor compartilhado, que promova vivências na Baía da Ilha Grande relacionadas ao ambiente marinho. A finalidade é criar um modelo de visitação que tenha como base roteiros ecoturísticos realizados dentro das boas práticas ambientais.

Outra atividade fundamental para a economia da região, a maricultura é abordada em um projeto para a gestão sustentável da atividade. Objetivo é orientar preventivamente os maricultores quanto às práticas de manejo e levantar dados que possam subsidiar a análise de possíveis impactos ambientais negativos causados pela prática.

O empreendimento oferecerá assistência técnica periódica aos produtores para estimulá-los a adotar as melhores técnicas de manejo e também de gestão financeira dos negócios.