FAO e parceiros africanos debatem conceito de “clima inteligente” na agricultura

Cerca de 650 milhões de pessoas no continente dependem da agricultura de sequeiro – quando há pouca água da chuva.

Agricultores africanosA Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e lideranças africanas trabalham em conjunto para a adoção de medidas “de clima inteligentes” com foco na agricultura. Cerca de 650 milhões de pessoas no continente dependem da agricultura de sequeiro – quando há pouca água da chuva – e são vulneráveis a degradações ambientais.

“A África precisa de uma agricultura mais produtiva e de maiores rendimentos nas áreas de comunidades rurais. Além disso, os ecossistemas dos quais elas dependem devem adaptar-se e ficar mais resistentes aos impactos das mudanças climáticas”, afirmou Alexander Mueller, diretor-geral adjunto da FAO para recursos naturais. Mueller participou da conferência ‘Agricultura de Clima Inteligente – África: Um Chamado para a Ação’, sediada pelo governo da África do Sul em Joanesburgo nos dias 13 e 14 de setembro.

“A FAO criou, com parceiros, o conceito de agricultura Clima-Inteligente, uma forma de lidar com múltiplos desafios de maneira coerente e integrada”, disse ele. O objetivo é aumentar de maneira sustentável a produtividade agrícola e criar mecanismos de resistência às pressões ambientais, auxiliando os agricultores na adaptação às mudanças climáticas ao mesmo tempo em que diminui a emissão de gases de efeito estufa.

A agricultura é a base econômica de muitos países subsaarianos, empregando cerca de 60% da força de trabalho da região. Ela é responsável por cerca de 30% de seu PIB (Produto Interno Bruto). Mas as mudanças climáticas poderão reduzir substancialmente o rendimento das colheitas na África Subsaariana até 2050.