FAO: Emissões agrícolas de gases de efeito estufa duplicaram na América Latina em meio século

A agência da ONU informou que as emissões agrícolas na região cresceram nos últimos 50 anos de 388 milhões para mais de 900 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalentes. 

Foto: FAO

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A Organização da ONU para Alimentação e Agricultura (FAO) alertou, nesta quarta-feira (06) que as emissões de gases de efeito estufa provenientes da agricultura duplicaram nos últimos 50 anos na América Latina e o Caribe e pode continuar crescendo caso não seja realizado esforços para reduzi-las. A agência também informou que a região é a segunda que mais produz emissões agrícolas no mundo, sendo responsável por 17% do total, perdendo apenas para a Ásia que detém 44% do total.
 
De acordo com o banco de dados da Divisão de Estatísticas da FAO, as emissões agrícolas na América Latina e o Caribe cresceram, entre 1961 a 2010, de 388 milhões para mais de 900 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalentes. As emissões relacionadas com a pecuária contribuiu com 88% deste total.
 
“Emissões provenientes da agricultura em todo o mundo continuam a aumentar, embora não tão rápido como outras atividades humanas. É essencial que os governos promovam a absorção e a retenção de gases de efeito estufa e avancem modelos de produção sustentáveis ​​que nos permitem alcançar a segurança alimentar completa”, disse o representante regional da FAO, Raul Benítez.
 
Para encontrar soluções a este problema, especialistas de 15 países da região reuniram-se em San Jose, Costa Rica, para uma oficina de capacitação mesoamericana, organizada pela FAO, que visa a fortalecer a capacidade de que os países criem inventários de emissões e planos de mitigação para melhorar as estatísticas rurais e produzir estimativas nacionais abrangentes e precisas de emissões de gases de efeito estufa.