Na mesma semana, reunião organizada pela Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos e agência da ONU enfatizou a importância da agricultura familiar como forma de gerar segurança alimentar e dinamizar economia.
Durante a II reunião do Grupo de Trabalho da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) para o Avanço das Mulheres, realizada em Santiago (Chile) na quinta-feira (12), a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) se comprometeu a formular uma estratégia para inserir a igualdade de gênero em sua principal iniciativa para erradicar a fome na região.
Para os países, a promoção do empoderamento das mulheres rurais no Plano de Erradicação da Fome da Celac 2025 é vital para alcançar os objetivos propostos nesta iniciativa.
“Avanços foram feitos nos países da região na incorporação do enfoque de gênero nas políticas públicas de segurança alimentar”, explicou a representante de gênero da FAO, Cláudia Brito.“No entanto, sua implementação tem sido lenta e com baixo nível de coordenação intersetorial”.
Em outro encontro paralelo em São José (Costa Rica), um acordo de fortalecimento da sustentabilidade da agricultura familiar, como meio de desenvolvimento dos territórios rurais na América Latina e no Caribe, foi firmado na II Reunião Ministerial de Agricultura Familiar da Celac na quarta-feira (11). O encontro abordou três temas fundamentais para o setor: melhorias nos programas de compras públicas de alimentos da agricultura familiar, extensão e seguros e a criação de programas integrais voltados à juventude rural.
Os participantes reconheceram que os programas de compras públicas de alimentos à agricultura familiar são ferramentas inovadoras e efetivas para acabar com a fome e dinamizar as economias locais. Atualmente, Brasil, Equador, Uruguai e Paraguai contam com leis que promovem estas políticas.
