FAO pede 17,7 milhões de dólares para reforçar combate a gafanhotos em Madagascar

Missão da ONU calcula que 4 milhões de pessoas sofreram insegurança alimentar e outras 9,6 milhões correram esse risco após redução das colheitas de arroz e milho provocada pela invasão de insetos.

FAO usa helicópteros para pesquisas e operações de controle dos gafanhotos em Madagascar. Foto: FAO/Annie Monard

Mais 17,7 milhões de dólares são necessários para reforçar o combate aos gafanhotos em Madagascar, onde 4 milhões de pessoas sofrem com a insegurança alimentar provocada pela queda das colheitas de arroz e milho após a invasão de insetos em abril de 2012. O apelo foi feito pela Organização para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO) nesta quinta-feira (19).

Um programa de três anos elaborado pela agência da ONU em parceria com o Governo cobriu, em menos de um mês, cerca de 50 mil hectares. “Estamos usando helicópteros e veículos para realizar pesquisas e operações de controle”, disse o coordenador da campanha, Said Lagnaoui. “Estamos usando pesticidas específicos para que o impacto negativo no meio ambiente seja o menor possível.”

Uma missão conjunta da FAO e do Programa Mundial de Alimentos realizada em junho/julho deste ano descobriu que outros 9,6 milhões de pessoas correram risco de insegurança alimentar. Segundo a missão, a invasão dos gafanhotos foi um dos fatores que contribuiu para a fraca temporada agrícola, bem como as condições meteorológicas irregulares em 2012 e os ciclones no início deste ano, seguidos por um período de chuvas fracas.

Até agora o programa recebeu 26,3 milhões de dólares do Governo de Madagascar através de um empréstimo feito pelo Banco Mundial, Fundo Central de Resposta de Emergência das Nações Unidas, Áustria, Bélgica, Estados Unidos, França, Itália, Noruega e União Europeia. Lagnaoui afirmou que o primeiro ano da campanha foi totalmente financiado, mas que existe uma lacuna para cobrir a sua segunda e terceira parte.