Tem início amanhã (29), em Brasília, uma consulta promovida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para discutir indicadores agroambientais na América Latina e Caribe. Com especialistas e gestores brasileiros, encontro abordará quais estatísticas podem ajudar a região a monitorar a implementação de recomendações da ONU sobre produção agrícola e sustentabilidade.

Homem mostra ouriço de castanha-do-brasil na Floresta do Vale, reserva legal comunitária do assentamento Vale do Amanhecer, em Juruena (MT). Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo
Tem início amanhã (29), em Brasília, uma consulta promovida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para discutir indicadores agroambientais na América Latina e Caribe. Com especialistas e gestores brasileiros, encontro abordará quais estatísticas podem ajudar a região a monitorar a implementação de recomendações da ONU sobre produção agrícola e sustentabilidade.
O encontro na capital federal vai até quarta-feira (30) e é uma das reuniões promovidas pela FAO para angariar contribuições em nível nacional. Ainda neste mês e em meados de junho, serão realizadas consultas também na Colômbia, Costa Rica, Cuba, México, Panamá e Paraguai. Governos, sociedade civil e setor privado participarão dos diálogos.
O organismo da ONU espera avançar na elaboração de um documento consensual, que defina quais critérios e metodologias serão usados para verificar a aplicação das Diretrizes Voluntárias para as Políticas Agroambientais, publicadas no ano passado pela FAO. Acesse as recomendações clicando aqui.
As orientações e os caminhos para sua adoção efetiva têm mobilizado debates nos países latino-americanos e caribenhos, sobre temas como produção de alimentos e soberania, conservação do meio ambiente, mudanças climáticas, manejo florestal e pesca sustentáveis e promoção da agricultura com bases ecológicas e orgânicas.
As consultas da FAO fazem parte das atividades desenvolvidas pelo projeto de fortalecimento da política agroambiental regional. Iniciativa é do Programa de Cooperação Internacional Brasil-FAO, que tem a participação da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e do Ministério do Meio Ambiente.
Segundo a coordenadora do projeto, Jessica Casaza, políticas agroambientais eficazes exigem um conjunto de ações setoriais, que favoreçam a conversão de sistemas de produção intensivos, com uso de insumos prejudiciais ao meio ambiente, para sistemas sustentáveis ou agroecológicos. Medidas devem contemplar ainda a promoção da pesca costeira e continental sustentável.
“A implementação do enfoque agroambiental nas políticas também contribuirá para o alcance de algumas das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU“, afirma.
Avanços do Brasil
Na avaliação da FAO, o Brasil avançou significativamente na busca de soluções para problemas ambientais, bem como na consolidação de uma base normativa de apoio às políticas públicas agroambientais.
Um dos exemplos é o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, iniciativa que impulsionou novos modelos agrícolas no país. Segundo a agência da ONU, a estratégia também promoveu a articulação entre atores públicos e privados e permitiu o consenso em instâncias de gestão, como a Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica.