FAO registra maior queda no preço dos alimentos no ano, mas índice ainda é superior ao de 2010

Cereais, óleos, açúcar e leite pressionaram a redução, mas índice ainda é 5% superior ao de outubro de 2010.

O índice de preços globais de alimentos atingiu em outubro a menor marca em 11 meses, mas ainda é 5% superior ao do mesmo período do ano passado, de acordo com o relatório “Panorama do Alimento”, lançado hoje (3/11) pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

A média de 216 pontos registrada no mês passado – 4% ou nove pontos a menos que em setembro – reflete a queda acentuada nos preços de produtos como cereais, óleos, açúcar e leite. “Os preços da carne caíram menos”, informa a agência, que registrou aumento na oferta de uma série de commodities.

Uma safra recorde de cereais está prevista para este ano, com 2,325 milhões de toneladas, 3,7% a mais que no ano passado. Grandes reservas de açúcar também têm pressionado a queda dos preços desde junho, bem como melhor abastecimento dos mercados de laticínios e da forte produção de óleos de palma e de girassol.

Os preços, porém, permanecem voláteis. “As flutuações nas taxas de câmbio e as incertezas nos mercados de energia também estão contribuindo para oscilações de preços acentuadas nos mercados agrícolas”, avalia o Analista de Grãos da FAO, Abdolreza Abbassian.

Preços elevados dos alimentos, de acordo com o relatório, estão pressionando as nações mais pobres do mundo. A conta da importação de alimentos pelos países menos desenvolvidos subiu quase um terço em 2010. Em todo mundo, a expectativa é que a conta seja de 1,3 trilhão de dólares este ano.