Durante Cúpula Mundial Humanitária, Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) se comprometeu a ampliar programas de proteção social e transferência de renda e a promover o desenvolvimento rural tendo em vista a adaptação às mudanças climáticas.

Chefe da FAO, José Graziano da Silva chamou atenção para as relações entre segurança alimentar e crises humanitárias. Foto: FAO
Em evento da Cúpula Mundial Humanitária – que foi concluída na terça-feira (25) em Istambul –, o brasileiro e diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, destacou a necessidade de investir tanto nas respostas a situações de emergência, quanto em ações de desenvolvimento a longo prazo.
O dirigente da agência da ONU explicou que, por décadas, a FAO tem trabalhado para criar sistemas sustentáveis de produção de alimentos e fortalecer a resiliência das comunidades.
Segundo Graziano, a agência se comprometeu, ao longo da Cúpula Mundial, a ampliar seus programas de proteção social e transferência de renda, vinculando-os à agricultura e ao desenvolvimento rural. Combinar iniciativas para promoção da segurança alimentar à adaptação às mudanças climáticas também será uma das prioridades do organismo.
“A segurança alimentar e nutricional, o desenvolvimento sustentável, o enfrentamento das crises humanitárias, a resolução de conflitos e a consolidação da paz são facetas diferentes de um mesmo desafio”, enfatizou.
O chefe da FAO alertou ainda que “para avançar em relação às estratégias tradicionais, temos que ampliar o alcance das intervenções: completando e apoiando – e não substituindo – a resposta humanitária”.
“Temos que dar prioridade aos investimentos em prevenção”, pediu Graziano, que declarou seu apoio ao documento acordado pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e outros sete chefes de organismos das Nações Unidas.
O termo “Do compromisso à ação: superando a entrega de assistência para alcançar o fim das necessidades” foi firmado durante a Cúpula Mundial para reafirmar a determinação das agências da ONU em reduzir vulnerabilidades e riscos, em acordo com o que já havia sido proposto por Ban.
O documento prevê a criação de novas parcerias, inclusive com o setor privado, bancos de desenvolvimento multilaterais e organizações não governamentais de cada país para gerar novas recursos e utilizar as verbas já existentes de maneira estratégica.
As agências da ONU envolvidas — Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Programa Mundial de Alimentos (PMA), a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o Alto Comissariado para Refugiados (ACNUR), entre outas — se comprometem a reunir informações, realizar análises conjuntas e colaborar no planejamento de respostas.